Sábado, 10 Fevereiro 2018 10:20

Diocese de Toledo apresenta Campanha da Fraternidade para a Imprensa

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Coletiva Paulo Weber Junior / Assessoria Diocese de Toledo apresenta Campanha da Fraternidade para a Imprensa Padre André Mendes, assessora para a CF 2018 Ramassés Mascarello - presidente da APAC - Associação de Proteção e Assistência ao Apenado de Toledo Coletiva

Da Assessoria

O bispo da Diocese de Toledo, D. João Carlos Seneme, apresentou nesta quinta-feira (8) a proposta da Campanha da Fraternidade deste ano de 2018, cujo tema é “Fraternidade e superação da violência” com o lema inspirado no Evangelho de São Mateus “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). A apresentação ocorreu na Cúria Diocesana e reuniu órgãos de comunicação da região.

D. João pontuou que este tema e lema da Campanha da Fraternidade estão inseridos no contexto da Quaresma para os cristãos católicos. A Quaresma, vale lembrar, começa na quarta-feira, dia 14 de fevereiro, com a celebração conhecida por “Missa das Cinzas”, na qual os fiéis colocam-se diante do sacerdote e da comunidade de fé para receber as cinzas que simbolizam a pequenez humana.

Todos os anos, a Igreja no Brasil propõe a reflexão de um tema pertinente aos desafios da sociedade. Desta vez, a necessidade de superação da violência ganha o seu devido destaque. Entram nesta reflexão o comportamento de homens e mulheres no trânsito, por exemplo, com a impaciência tomando conta dos condutores e, em muitos casos, gerando morte.

A campanha sugere a necessidade de um olhar para dentro de si, para que cada pessoa possa observar suas próprias atitudes diante das diferentes realidades. Afinal, muito se tem falado sobre os índices alarmantes da violência: envolvimento de jovens com o tráfico de drogas, mulheres agredidas pelos seus companheiros, idosos e crianças negligenciados, entre tantas outras situações que, lamentavelmente, estão presentes no cotidiano das pessoas. Por isso, a pergunta: é possível superar esse quadro?

Neste sentido, o assessor diocesano da Campanha da Fraternidade, Pe. André Mendes, pontuou em linhas gerais que a violência não é um caso apenas reservado ao tratamento policial, à lei, mas é uma questão social que requer a atenção e a participação de toda a sociedade para ser enfrentada.

Ele considera que além da violência direta, as redes sociais têm contribuído para dar visibilidade à violência expressa sob a forma de preconceito ou ódio de classe, de raça, de gênero, de política e até mesmo de intolerância religiosa. Mas ainda existe a violência institucional, que está relacionada a modelos de organização e a práticas sociais que alcançam um nível institucional e sistemático de produção e perpetuação de modos de vida violentos.

“Eu considero que a violência cultural merece boa parte da nossa atenção. Entendem-se as condições em razão das quais uma determinada sociedade não reconhece como violência atos ou situações em que determinadas pessoas são agredidas. Criam-se processos que fazem aparecer como legítimas certas ações violentas. Portanto, a Igreja não quer apenas discutir a violência, mas procurar maneiras de superá-la, apoiando boas iniciativas existentes e incentivando nossos fieis a fazer o mesmo”, salienta.

Durante a coletiva de Imprensa, o empresário Ramassés Mascarello, contou sua experiência de participação na comunidade com objetivo de desenvolver meios em vista da superação da violência.

Ele citou o engajamento no Conselho da Comunidade, a partir de convocação do Poder Judiciário local, até chegar ao momento em que assumiu como voluntário a presidência da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac). Esta entidade da sociedade civil tem por objetivo oferecer uma segunda chance ao detento que ocupa a cadeia pública, desde que ele passe por uma triagem, cumpra regras rígidas de comportamento, trabalhe e siga uma rotina diária de atividades propostas.

Na mesma cerimônia de apresentação da Campanha da Fraternidade, o Pe. Anderson Sgarbossa, assessor diocesano da Cartilha Fraternidade Viva, esclareceu aos profissionais da comunicação regional que, em mais um ano, o material de caráter multidisciplinar chega às mãos de professores e estudantes das redes pública e particular de ensino de maneira gratuita. A finalidade é que o tema da superação da violência chegue ao ambiente escolar e se discuta propostas duradouras.

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