Sexta, 11 Agosto 2017 17:21

Caminhoneiros garantem fortalecer protestos e estradas serão bloqueadas contra o aumento dos combustíveis

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Foto: Ademir Riberiro

Caminhoneiros foram ao Senado pedir apoio para tentar derrubar o decreto do governo federal que aumentou alíquota de PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis. Com a medida, o óleo diesel teve aumento nas refinarias de R$ 0,21 por litro.

Líderes da categoria participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e informou que os caminhoneiros mantêm bloqueios em várias rodovias do país. Na oportunidade, eles de apresentaram os problemas causados pela medida.

Um dos líderes do movimento no Paraná, Wanderlei Alves, afirmou que os caminheiros vão parar as estradas se o governo não recuar.

Segundo Wanderlei, os protestos serão intensificados em todas as regiões do Brasil na semana que vem e o movimento só terá fim se o decreto for revogado.

Odilon Pereira, líder dos caminhoneiros em Mato Grosso, falou que a situação da categoria está insustentável.

Além da derrubada do decreto que aumentou o preço dos combustíveis, o grupo pede a redução dos impostos nos postos de pedágio, a melhoria das rodovias e a aposentadoria especial para caminhoneiros.

O senador paranaense Álvaro Dias participou da reunião e disse que vai encaminhar um documento oficial relatando a dificuldade e reivindicações dos caminhoneiros, e pedirá a revogação do decreto que impactou no preço dos combustíveis.

Assis Chateaubriand

Caminhoneiros de Assis Chateaubriand também aderiram ao movimento nacional. Na quarta-feira (9), uma manifestação pacífica aconteceu na PR-239, saída para Toledo, onde em torno de 15 caminhoneiros estacionaram os brutos às margens da rodovia e colocaram cones e pneus em meio à pista, mas não houve bloqueio. O trânsito fluiu normalmente.

Jorge Chrusciak Júnior, que está na profissão há mais de 20 anos, comentou sobre o protesto da categoria. Segundo ele, com o aumento nos preços do diesel, o prejuízo é enorme para os trabalhadores, pois o combustível representa quase metade do valor do frete.

A empresária Regiane Gomes defendeu o manifesto dos caminhoneiros. Na atividade de borracharia há 10 anos, ela disse que apoia as reivindicações porque entende a falta de valorização enfrentada pelos profissionais das estradas.

O movimento foi até a tarde de quarta e os caminhoneiros não voltaram a se reunir nesta quinta-feira (10).

Confira o áudio da reportagem completa no vídeo:

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